quarta-feira, 2 de maio de 2012





ALMA GÊMEA

Desta vez não farei planos, não avançarei o sinal. Vou sentir você primeiro, antes de, no teu ouvido,dizer palavras de amor para chegar no final.Desta vez há de ser diferente.

Vou te olhar aos poucos, te descubrir devagarinho, sem pressa, pra não te asustar. Não quero fazer promessas,não tão cedo, vou te amar em silêncio e fazer cartas secretas falando de sonhos, os mais lindos,pra não te machucar.

Vou mimar você,te dar muito carinho, mas sem nenhuma pretensão de te conquistar.Manderei flores todas as manhãs e bombons de cereja para adoçar o beijo que não pretendo roubar.

Desta vez há de ser diferente,não apenas ternura, nem só brilho no olhar. Quero minha alma gêmea,cansei de penar,quero amar e ser amada,não apenas sonhar. Vou roubar teu perfume, escrever teu nome na areia,jogar oferendas, prendas ao mar,lançar sorte para te enfeitiçar.

Antes de gritar teu nome quando vem o desejo,quero de você escutar, me falar sem temor os desejos do amor.E dizer baixinho,poemas sem dor,que me quer, me adora e precisa falar.Coisa do coração que não é só paixão.

Tão somente para mim poesias falar,palavras sinceras não só para me enganar. Dizer que me ama e não vive sem mim, que só nos meus braços pretende ficar.



Desta vez há de ser diferente....

Socorro Aguiar

domingo, 29 de abril de 2012

Brisa leve



          Brisa leve

Por vezes o mar se torna violento, em meio a turbilhões de sentimentos, me ponho a chorar...
Por vezes é calmaria, brisa leve, e como em sonhos eu sempre te espero pra gente se amar...
Por vezes meu coração se torna traiçoeiro, e como um corsário em busca de aventura, se perde no mar...
Por vezes te quero longe, até chega a dar medo, de por um instante te perder do olhar...
Às vezes morro de saudade por não ganhar teus beijos, aquele chamego gostoso, e outrora nem penso em ficar...
A lua me faz promessas, que o meu coração já não consegue acreditar, e nem quero lembrar...
Por tanto que esperei, por tudo em que acreditei, e sem querer fiz histórias arquivando sonhos no coração.
Portanto, agora em mim, a melhor maneira de resgatar a felicidade é me abandonar em ti.
Não há quem conquiste o verdadeiro amor fugindo dos riscos, das cicatrizes da paixão,das noites mal dormidas, a raiva de querer bem, as agonias das incertezas, o medo da ilusão
E eu não posso mais dizer talvez... não consigo mais dizer adeus, sem que eu queira de você um amanhã breve.
Uma certeza ao te abraçar, o desejo de um despertar em você... uma louca paixão... uma saudade leve, uma doce emoção
Meu pensamento misturado ao teu, aquele olhar certeiro no meu, para que eu te prenda no coração.

(Socorro Aguiar)

sábado, 21 de abril de 2012

ME ABRAÇE AGORA....




 ME ABRAÇE AGORA....

A flor do campo me lembra  você
 me lembra tudo que dói e sara
As  incertezas do amor...
que todo começo nos tras
Onde nada se vê,
mesmo quando tudo se mostra.
Se o seu coração não sente o meu amor ...
eu quero que você saiba
eu te beijo todas as noites
antes de dormir,e te abraço
todos os dias quando eu acordo.
Você não é tão longe,
mas o anjo do amor demora
tanto a chegar, sem carinho
tudo fica triste, não há vida.
Chove na minha alma
lavando nosso vazio
e a noite me assusta
eu só quero que você me
abraçe agora e afaste a escuridão
Alegria, felicidade, não sei...
Talvez  um dia...


(Socorro Aguiar)


Crônica- Homenagem a tia Maria



MARIA

Menina mulher, que se foi levando de nós a alegria. Alegria de Maria que a todos contagiava.
Maria, minha menina. E o que dizer dos teus olhos embriagados de ternura?
Nunca mais os verei! Nunca mais verei Maria a entrar na minha casa, cantando, mexendo, fazendo despertar em mim a criança adormecida. Nunca mais ouvirei a sua voz...era como um hino aos meus ouvidos, quando dizia pela manhã: acorda Maricota, já é meio dia!
Não sei como não morri de saudade. Saudade daquelas tardes que não voltam mais! E como malinávamos - como dizia Maria. Lilia, minha Maria!
Às vezes me pergunto, bem baixinho, para não despertar também a minha dor: Onde encontrarei um peito tão acolhedor?
Quem, com tanto amor me buscará pelas ruas, a procura de um simples abraço? Assim fazia Maria, minha Lilia, com poesia na voz, a me dizer: até amanhã, menina feia.
Um amanhã que nunca chegou. Havia tanta saudade naquele abraço, alguma coisa denunciava ser o último.
Por quê Maria? Por quê não me buscou pelas ruas para me dizer: Adeus?
Teria eu te prendido em meus braços. E Deus, com dó de mim, não permitiria que os anjos te levassem.
Teria, Maria, virado sinônimo de tristeza por ter nos deixado?
Não! Não a minha Maria.
Maria era festa.E sabia ser, com seu “charles", como costumava brincar com seus vestidos velhos.
Minha amiga, minha menina, tia talvez ....Por que não dizer professora de dança?
Pois bem, só sei que Maria era um raio de luz, a palavra mais nobre que o amor sabe ser.
Maria, bondade em forma de mulher. Sempre cuidando dos necessitados, buscando justiça para os desamparados.A quantos minha Maria com seu empenho ajudou a aposentar. Maria era amor. Vivia para se doar.
E em uma manhã fria, sem graça, sem aplausos, morreu. Maria. Minha menina, criança na sua maneira de pensar. E disse Maria tantas vezes, com um clamor tão ardente, que ficou em meus ouvidos como um sino a ressoar: quando eu morrer, perdoai, perdoai, perdoai!
Adeus minha flor. Vai enfeitar outro jardim. Ofuscar a imensidão do mar com a tua luz.
Eu e todos que te amam te aplaudiremos daqui. Para mim, Maria, tu és uma santa. Eu sei que Deus, pela sua grandeza, não vai enciumar o altar mais lindo, dedicado a ti em meu coração!
Socorro Aguiar

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Quietude


                                       

Quietude (1996)

Hoje meu coração está quieto
Ele nem pensa em te buscar
Hoje eu só quero olhar o céu
Sentir o toque do mar
O vento é a tua mão
O meu corpo acariciar
Não sursurre o meu nome, amor
Como um milagre dos Deuses
Estarei aí a te abraçar
E se juras me fizeres
Mesmo que em sonho seja
Irei te encontrar
No infinito do mar
Se uma lágrima rolar
Tortura meu pobre peito em agonia
Já não poderei mais te deixar
Hoje eu só quero olhar o céu, amor...

(Socorro Aguiar)

Regresso


Quando amamos